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O que está a mexer na construção civil em 2025

Três notícias – três sinais claros de para onde o setor caminha

O setor da construção civil está a atravessar um dos seus momentos mais transformadores nas últimas décadas. Novas regulamentações ambientais, avanços tecnológicos surpreendentes e a volatilidade dos custos dos materiais estão a redefinir por completo a forma como projetamos, construímos e gerimos obras. Neste artigo, exploramos três notícias recentes que ajudam a entender para onde caminha o futuro da construção — e o que isso significa para profissionais, empresas e clientes finais.

1. Custos de construção em Portugal sobem 3,8 %

O Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (INE) voltou a acelerar em março: +3,8 % face a março de 2024, impulsionado sobretudo pela mão-de-obra (+7,1 %) e por materiais como vidro, isolamentos térmicos e impermeabilizantes (≈ +10 %). Já a madeira, aços leves e tubagens PVC registaram quedas de ~10 %, um alívio parcial para orçamentos. Para empreiteiros e promotores isto significa rever margens, cláusulas de revisão de preços e planeamento de compras de materiais com ainda mais antecedência. Para clientes finais, antecipar decisões de obra continua a ser a melhor defesa contra novas subidas.

O que isto significa para o setor?

  • Empreiteiros e construtores terão de rever cláusulas contratuais, aplicar mecanismos de revisão de preços e investir em planeamento financeiro mais ágil.
  • Projetistas e arquitetos precisam repensar soluções mais acessíveis sem comprometer qualidade e eficiência energética.
  • Clientes finais devem antecipar decisões de obra, já que adiar pode significar pagar mais em pouco tempo.

2. Nova diretiva europeia exige edifícios “zero emissões”

O Parlamento Europeu aprovou legislação que obriga todos os novos edifícios públicos a serem de emissões zero já em 2028 e o restante parque edificado a seguir-lhes as pegadas em 2030. Entre as metas estão padrões mínimos de desempenho energético, reporte de pegada de carbono ao longo do ciclo de vida e proibição progressiva de caldeiras a combustíveis fósseis. Estados-membros terão acesso a fundos da UE para renovações, mas enfrentarão a pressão de traduzir a diretiva em códigos de obra mais exigentes. Para construtoras e projetistas: prepare-se para integrar soluções passivas de eficiência, bombas de calor, energias renováveis e métricas de LCA nos concursos públicos que surgirem já nos próximos anos.

O que muda na prática?

  • Proibição progressiva de sistemas de aquecimento a combustíveis fósseis, como caldeiras a gás.
  • Obrigatoriedade de implementar padrões mínimos de desempenho energético e de avaliar a pegada de carbono dos edifícios ao longo de todo o ciclo de vida (LCA).
  • Maior pressão sobre os municípios para atualizar os regulamentos de construção e acelerar processos de licenciamento “verdes”.

Oportunidades e desafios:

  • Empresas preparadas para integrar bombas de calor, painéis solares, isolamento avançado e ventilação mecânica controlada terão vantagens competitivas.
  • Arquitetos e engenheiros precisam dominar ferramentas como o BIM + LCA para prever e comunicar impacto ambiental.
  • Construtoras que se adaptarem cedo terão acesso a mais concursos públicos e linhas de financiamento europeu.

3. Irlanda entrega as primeiras casas sociais impressas em 3D

Num “dia histórico”, três famílias em Dundalk receberam as chaves das primeiras moradias sociais impressas em 3D do país. As casas A2 de dois pisos (110 m²) custaram cerca de €253 000 cada, mas o processo de impressão levou apenas 12 dias – 60 % mais rápido que a alvenaria convencional e com 35 % de redução de duração global de obra. O projeto, resultado de parceria entre o município local e a Harcourt Technologies, mostra o potencial da impressão 3D em concreto para responder a défices habitacionais, reduzir desperdício e mitigar a falta de mão-de-obra especializada. No curto prazo, a tecnologia tende a chegar a projetos-piloto noutras regiões da Europa; a médio, pode redefinir normas de licenciamento.

Por que isto é tão importante?

A impressão 3D em betão não é apenas uma curiosidade tecnológica — é uma resposta direta à crise de habitação, escassez de mão-de-obra e necessidade de obras mais sustentáveis.
A tecnologia permite:

  • Redução drástica de desperdício de materiais.
  • Construção mais rápida e precisa, com menos margem para erro humano.
  • Maior liberdade arquitetónica em formas e soluções personalizadas.

E em Portugal?

Embora ainda esteja numa fase embrionária, já há startups e universidades portuguesas a testar impressão 3D para construção modular. Nos próximos anos, podemos esperar:

  • Projetos-piloto para habitação social ou alojamento temporário.
  • Adaptação do Regulamento Geral das Edificações Urbanas (RGEU) a novas tecnologias.
  • Integração da impressão 3D em concursos públicos com metas ambientais.

Conclusão: A Construção do Futuro é Agora

Estas três notícias mostram claramente que estamos perante uma transformação profunda na forma como pensamos, projetamos e executamos obras:

  • Os custos estão a pressionar a eficiência e a exigir mais planeamento.
  • A regulamentação ambiental está a forçar inovação e responsabilidade.
  • A tecnologia (como a impressão 3D) está a acelerar a mudança e a abrir novas possibilidades.

Para quem atua no setor — desde construtores a projetistas, fornecedores e clientes — acompanhar estas tendências não é opcional: é essencial.
As empresas que apostarem na formação, digitalização, sustentabilidade e flexibilidade tecnológica vão liderar a próxima década da construção civil.

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